Entendendo e Vivendo

O CUSTO DO DISCIPULADO

 Quando as pessoas perguntam-me quais são meus passatempos, invariavelmente respondo que adoro ler nãoficção, particularmente biografias de heróis cristãos da fé. Há exemplos incontáveis, como o dos missionários Hudson Taylor e William Carey; mártires da Palavra de Deus como Wycliffe, Tyndale e Huss; e figuras mais contemporâneas, como Corrie Ten Boom ou Irmão André. Um outro favorito é o Pastor e autor alemão Dietrich Bonhoeffer, que foi preso e enforcado pela Gestapo, em 1944. Ele escolheu permanecer na prisão quando poderia ter conseguido um refúgio seguro no Oeste se tivesse simplesmente retirado sua oposição ao Socialismo Nacional e a suas atividades exterminadoras. Bonhoeffer escreveu uma série de cartas da prisão que foram traduzidas no livro O custo do discipulado. Seu heroísmo silencioso, nas horas mais sombrias, serve como inspiração para mim. À proporção que você estuda Lucas 14 pense sobre duas profundas afirmações que realmente se aplicam à geração do “eu primeiro”.

Ó SENHOR, É DIFÍCIL SER HUMILDE

Eu lembro a letra da canção de Mac Davis de 1979, “Ó Senhor, é difícil ser humilde”; a música é contagiante, e as palavras falam em ser “perfeito todos os dias” e de ficar “com melhor aparência a cada dia”, entre outras coisas. No nosso mundo, a humildade está freqüentemente em baixa. Henry e Richard Blackaby definem “o método mundial” para a auto-estima: “Pegue toda a oportunidade de se autopromover diante dos outros; aproveite as ocasiões para o reconhecimento e para manipular seu caminho para ser o centro das atenções” (Experimentando Deus dia a dia, 27 de agosto (Experiencing God Day by Day, 27 de Agosto). Por outro lado, temos o caminho de Deus: “Humilhe-se. Mais do que procurar reconhecimento e posições influentes, procure colocar os outros em primeiro (...) Um dos muitos paradoxos da vida dos cristãos é que, quando Deus vê sua humildade genuína, ele o exalta.” (ibid)

UM DE NOSSOS OBJETIVOS COMO CRISTÃOS

Eu acredito que muitos de vocês ouviram falar dos vídeos e do livro Uma vida com propósitos, do Pastor Rick Warren. No Afeganistão, nós fizemos uma série de sermões e de pequenos grupos para estudarmos os propósitos de viver. Nessa obra, Warren sustenta que os cristãos são “planejados para viverem o prazer de Deus” (adoração), “formado[s] para a família de Deus” (companheirismo), “criado[s] para ficarem como Cristo”(disciplina), “moldado[s] para servirem a Deus”(ministério) e “feito[s] para uma missão”(evangelização). Note que a evangelização é a culminância dos objetivos de Deus para sua vida como fiel. Você não estará completo se não trabalhar como embaixador de Cristo (2 Coríntios 5:172).

FÁCIL DE SER DESENCORAJADO

Uma das coisas mais desencorajadoras que eu encontro ao ler o Antigo Testamento é o ciclo contínuo de Israel de “pecado, castigo, arrependimento e libertação”. Henry Blackaby e Claude King destacam dois desses ciclos, em Juízes 2 e 3, para explicarem o contexto (veja Juízes 2.7-18 e 3.7-11). Primeiramente, as pessoas servem ao Senhor. Depois, abandonam seus caminhos. Deus, então, derrota-as usando seus inimigos. Eventualmente, elas gritam por ajuda. Finalmente, o Senhor tem compaixão e salva-as. Algumas vezes, esse processo necessita de cativeiro.

A MALDIÇÃO DO MODERNO - RIQUEZA

A sociedade de hoje é a mais próspera da História;temos mais tecnologia: do Blackberry3 ao  iPod4; da conexão da Internet aos aparelhos de vídeo e celulares que tiram fotos. Nosso padrão de vida continua a subir, pois algumas famílias têm dois trabalhadores ganhando dinheiro. Essa “prosperidade” ainda nos trouxe aumento dez vezes maior na população das prisões, nos últimos trinta anos. Quarenta e três por cento dos casamentos terminaram em divórcio em quinze anos, e próximo a dois terços das segundas uniões também se desfizeram. Trinta e sete por cento dos recém-nascidos são frutos de relacionamentos extraconjugais. Muitos de vocês lêem os títulos dessas notícias todos os dias. Estatísticas contam uma parte da História.