Entendendo e Vivendo

Contexto

Após a organização de Israel como um povo (1 Crônicas 21 até 27), Davi desafi ou seu povo (1 Crônicas 28). Este desafi o é importante porque ele estava anunciando que Salomão seria seu sucessor como rei em Israel. Ele queria deixar um legado para as pessoas a quem Deus havia lhe escolhido para liderar. A história é cheia de intrigas, pois todo mundo sabia que Salomão não era o primogênito de Davi. A audiência do narrador estava bem ciente de que haveria um tipo diferente de líder na liderança de Israel.

Pano de fundo histórico

28:2. Simbolismo do escabelo

A arca era uma caixa de madeira, aberta pela parte de cima, medindo aproximadamente 1,5 metros de comprimento por 80 centímetros de largura e 60 centímetros de altura. Era coberta de ouro, decorada com dois querubins de asas abertas um em direção ao outro, contendo dentro dela as tábuas da lei, uma porção de maná e a vara de Moisés. Seu propósito primário era armazenar as tábuas da lei e servir como um “escabelo” para o trono de Deus. Este pano de fundo é útil para entendermos a linguagem relatada a Deus colocando o inimigo debaixo de seus pés (Gênesis 3:15).

28:11. A arquitetura do templo

Os templos são tipicamente classifi cados por arqueólogos com base no arranjo das câmaras, através das quais se ganha acesso às recâmaras internas, e pela orientação do cenáculo principal onde a presença do deus é representada. Os templos antigos seguiam dois tipos de arquitetura: a do “eixo direto” permitia à pessoa entrar em uma linha direta do altar para o santuário interno. Em contrapartida, a do “eixo curvado” requeria uma curva de noventa graus entre o altar e o lugar onde a divindade estava. No modelo arquitetônico do “eixo direto” a porta pela qual se entrava no santuário era retangular e poderia daí seguir-se a uma parede pequena ou longa. O templo de Salomão era do tipo “eixo direto”, mas a singularidade do estilo dele estava em que o santuário era quadrado e não retangular. O templo foi pensado por judeus e este estilo quadrado, sem igual, aparece novamente na visão apocalíptica de João, em Apocalipse. A visão dele mostra o céu e a Terra vindo juntos (Apocalipse 21 22)!

28:18. Carruagem dos querubins

Este verso tem a única conexão explícita entre os querubins e a carruagem (ou carro). Em Ezequiel 1 e 10, criaturas que são identifi cadas como querubins acompanham o trono móvel do Senhor, mas isso nunca é chamado de carruagem. Pense em todos os detalhes de ornamentos que Deus pede ao seu povo quando da construção deste templo! Que habilidades específi cas o Senhor lhe deu para que você possa contribuir criativamente na vida de sua Igreja?

Aplicação

O pando de fundo deveria nos ajudar a entender o quão signifi cativa era a obra que o povo de Deus estava fazendo. Cada um de nós deseja fazer algo signifi cativo em nossa vida para o Senhor. Muitos de nós sentimos que nossa vocação primária não cumpre este desejo de modos tangíveis. Meu argumento como pastor é que as pessoas reexaminem a forma como pensam no seu lugar de trabalho. Meu pai é um programador de computador e trabalha em cubículos com colegas de trabalho, muitos dos quais vêm conversar com ele quando estão enfrentando dificuldades na vida. Ele se tornou um tipo de “pastor” para seus colegas de trabalho. Muitos de nós temos relações fortes com as pessoas no trabalho e elas podem nos ver como alguém que pode lhes ajudar em suas preocupações.

Muitas vezes, medimos nosso sucesso no trabalho baseados no tamanho de nosso contracheque, mas tenha certeza de que não é desta forma que nosso Senhor mensura. Realmente, pode ser verdade que seu ambiente de trabalho não provê oportunidades óbvias de ministério. Então, você pode ter que ampliar sua procura! Que tipo de passatempo ou hobby você gosta? Como você gasta seu tempo com os outros?

Muitas pessoas se reuniram para, juntas, construir este templo magnífico. Nós percebemos que é necessário um esforço coletivo para realizar algumas coisas no Reino de Deus (ou você acha que Salomão fez isto sozinho?). Ser parte de uma Igreja signifi ca que você pode ser escolhido para ajudar em diferentes projetos, esperançosamente eles podem ser aqueles em quem você pode exercitar seus dons espirituais. Alguma vez sua igreja fez um inventário dos dons espirituais existentes na congregação? Se não, talvez você possa encorajar seu pastor a prover tal instrumento para discernir estas coisas. Um dos melhores meios de ver o Corpo de Cristo em ação é permitir que cada membro exercite seu dom espiritual, enquanto reconhece as limitações pessoais, fazendo a obra de Deus para crescimento do seu Reino.

Se você tivesse me perguntado, quando estava crescendo, se eu tinha dons na área pastoral provavelmente teria rido. Mas algumas pessoas chaves me perguntaram se eu já havia considerado a hipótese de servir ao Senhor como pastor, e tal questionamento fi cou por muito tempo ricocheteando em minha mente. Quando obtive meu primeiro mestrado, Deus me atingiu com uma mensagem e respondi ao chamado para me tornar um pastor. Lembro-me quando contei a meu pai: “Deus quer que eu seja pastor!” ele olhou para mim, sorriu e disse: “Demorou para você entender, hein!”. Eu apenas estou começando a perceber que aquela instrução é apenas o começo do desenvolvimento que o Senhor quer de mim. O que outras pessoas, em sua igreja, notaram em sua pessoa que, caso contrário, você não teria percebido? Assim como Deus fez com Salomão, ele freqüentemente chama pessoas para tarefas que estão além de suas imaginações e, quando isso acontece, o Senhor provê força e direção para o que atende ao chamado. Como crentes, deveríamos estar contentes em servir a Deus em qualquer área que ele nos chamar! Nem sempre emparelhamos os planos de Deus com os que nós planejamos, porém podemos ter certeza de que os planos dele são sempre os melhores!

Que possamos, como povo de Deus, estar sempre buscando meios com os quais o Senhor possa usar nossas habilidades e dons para o crescimento do Reino dele, e para levar a mensagem da salvação àqueles ao nosso redor.

Certa vez um jovem pegou um ovo de uma águia dourada e colocou-o no ninho de uma galinha. Não muito depois, nascia uma aguiazinha com a ninhada de pintainhos. A águia foi crescendo com os pintainhos e, durante toda a sua vida, fez tudo o que as galinhas fazem, pois acreditava ser uma delas: ciscava a terra em busca de minhocas e insetos, cacarejava e, abanando as asas, dava seus saltinhos. Ela nunca voou mais do alguns centímetros do chão, pois as galinhas não conseguem voar muito alto. Os anos se passaram e a águia envelheceu. Um dia olhou para o alto e viu uma ave magnífi ca voando bem alto, num céu sem nuvens. A ave parecia deslizar em graciosa majestade, em meio às poderosas correntes de vento. A sua asa forte, dourada com refl exo da luz do sol, batia pausada e serenamente. A velha águia olhou extasiada e perguntou: O que é aquilo? Sua irmã respondeu: É uma águia, ela é a rainha dos céus. O céu é o seu lar. O nosso é a terra, pois somos galinhas. Nem gaste seu tempo pensando nisso. Assim, a águia viveu e morreu como uma galinha, pois era isso que pensava ser. Ela nunca se deu uma chance de pensar diferente.

Contexto

Uma das chaves para entendermos a leitura de I e II Crônicas é que tais livros são um segundo registro da história de Israel, cujos relatos são paralelos aos fatos mencionados pelos livros de I e II Samuel e I e II Reis. Ao comparar os relatos, os estudiosos notaram que Crônicas enfoca a história de Israel sob a perspectiva da adoração israelita. E no centro daquela adoração está a Arca da Aliança. Em 1 Crônicas 13:3 Davi diz ao povo: “Vamos trazer de volta a arca de nosso Deus, pois não nos importamos com ela durante o reinado de Saul” (NVI). Neste episódio vemos que Davi percebeu o quão central a adoração deve ser para o povo de Deus. Isto aconteceu durante a chamada idade dourada da história de Davi e, conseqüentemente, do reino de Israel. Tal fato nos relembra que até mesmo durante os dias bons devemos nos lembrar de Deus e temos que deixá-lo sempre no centro de nossa vida. Com que freqüência nós, o povo de Deus do século 21, esquecemos isso? Vivemos numa época em que muitos dizem “eu amo a Deus, mas não a Igreja”. Muitos cristãos professam “eu temo a Deus, mas não preciso de nenhuma Igreja”. Seja nos tempos difíceis ou em época de prosperidade, precisamos nos lembrar do lugar central de Deus em nossa vida. Como diz uma canção: “Se ele não for o primeiro em seu coração, então já não é mais nada, não passa de uma ilusão; Mas, se ele for o primeiro, o seu companheiro, motivo do seu existir, você vai viver, você vai sorrir, você vai vencer” (interpretada pelos Arautos do Rei).

Contexto

Na passagem da semana passada Davi trouxe a Arca para Jerusalém. O capítulo 16 tem o contexto da adoração com a presença da Arca na cidade de Davi. O capítulo 17 descreve a promessa de Deus ao rei Davi e a resposta do rei ao Senhor. Este é o início dos “anos dourados” para Israel, quando o rei é abençoado por causa de seu relacionamento com o Senhor, por extensão, o povo de Israel é abençoado através da liderança dele. Imediatamente após esta passagem, as vitórias militares de Davi são recontadas – vitórias que exemplifi cam o sucesso militar de Jerusalém.

O CUSTO DO DISCIPULADO

 Quando as pessoas perguntam-me quais são meus passatempos, invariavelmente respondo que adoro ler nãoficção, particularmente biografias de heróis cristãos da fé. Há exemplos incontáveis, como o dos missionários Hudson Taylor e William Carey; mártires da Palavra de Deus como Wycliffe, Tyndale e Huss; e figuras mais contemporâneas, como Corrie Ten Boom ou Irmão André. Um outro favorito é o Pastor e autor alemão Dietrich Bonhoeffer, que foi preso e enforcado pela Gestapo, em 1944. Ele escolheu permanecer na prisão quando poderia ter conseguido um refúgio seguro no Oeste se tivesse simplesmente retirado sua oposição ao Socialismo Nacional e a suas atividades exterminadoras. Bonhoeffer escreveu uma série de cartas da prisão que foram traduzidas no livro O custo do discipulado. Seu heroísmo silencioso, nas horas mais sombrias, serve como inspiração para mim. À proporção que você estuda Lucas 14 pense sobre duas profundas afirmações que realmente se aplicam à geração do “eu primeiro”.