Salmos 139:1-24:

1 SENHOR, tu me sondaste, e me conheces. 2 Tu sabes o meu assentar e o meu levantar; de longe entendes o meu pensamento. 3 Cercas o meu andar, e o meu deitar; e conheces todos os meus caminhos. 4 Não havendo ainda palavra alguma na minha língua, eis que logo, ó SENHOR, tudo conheces. 5 Tu me cercaste por detrás e por diante, e puseste sobre mim a tua mão. 6 Tal ciência é para mim maravilhosíssima; tão alta que não a posso atingir. 7 Para onde me irei do teu espírito, ou para onde fugirei da tua face? 8 Se subir ao céu, lá tu estás; se fizer no inferno a minha cama, eis que tu ali estás também. 9 Se tomar as asas da alva, se habitar nas extremidades do mar, 10 Até ali a tua mão me guiará e a tua destra me susterá. 11 Se disser: Decerto que as trevas me encobrirão; então a noite será luz à roda de mim. 12 Nem ainda as trevas me encobrem de ti; mas a noite resplandece como o dia; as trevas e a luz são para ti a mesma coisa; 13 Pois possuíste os meus rins; cobriste-me no ventre de minha mãe. 14 Eu te louvarei, porque de um modo assombroso, e tão maravilhoso fui feito; maravilhosas são as tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem. 15 Os meus ossos não te foram encobertos, quando no oculto fui feito, e entretecido nas profundezas da terra. 16 Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe; e no teu livro todas estas coisas foram escritas; as quais em continuação foram formadas, quando nem ainda uma delas havia. 17 E quão preciosos me são, ó Deus, os teus pensamentos! Quão grandes são as somas deles! 18 Se as contasse, seriam em maior número do que a areia; quando acordo ainda estou contigo. 19 Ó Deus, tu matarás decerto o ímpio; apartai-vos portanto de mim, homens de sangue. 20 Pois falam malvadamente contra ti; e os teus inimigos tomam o teu nome em vão. 21 Não odeio eu, ó SENHOR, aqueles que te odeiam, e não me aflijo por causa dos que se levantam contra ti? 22 Odeio-os com ódio perfeito; tenho-os por inimigos. 23 Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece os meus pensamentos. 24 E vê se há em mim algum caminho mau, e guia-me pelo caminho eterno.

 

Como é bom enxergar milagres onde normalmente não os imaginamos. O salmista demonstra que estava em profunda conexão com o Senhor e isto o fez parar e refletir acerca de si mesmo, da maneira como fora formado misteriosamente no ventre de sua mãe. Foi, então, tomado pelo assombro de quem contempla um grande milagre, rendendo-se à maravilha da criação, ao Deus que chama à existência as coisas que não existem. Desse modo, o autor como que reconhece o valor de seu corpo, de seu organismo e de toda a complexidade envolvida na sua formação e manutenção. Além disso, nos lembra de que fomos vistos desde o princípio e não estamos soltos ou entregues à própria sorte, mas temos um Pai que nos enxerga e cuida de nós, inclusive do nosso corpo. Façamos, portanto, como Davi, e louvemos ao Senhor por isto!

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