E CHEGADO o sétimo mês, e estando os filhos de Israel nas suas cidades, todo o povo se ajuntou como um só homem, na praça, diante da porta das águas; e disseram a Esdras, o escriba, que trouxesse o livro da lei de Moisés, que o SENHOR tinha ordenado a Israel.

Neemias 8:1 

INTRODUÇÃO


   Foi um período difícil para o povo de Israel após o retorno do cativeiro. Eles enfrentaram inúmeras dificuldades, como é de se imaginar em qualquer tipo de reconstrução. Além disso, havia a perseguição ferrenha de alguns inimigos e opositores, pois não estavam felizes com aquela obra.
   Apesar de retornar aos poucos para sua terra, era muito provável que ainda lhes faltasse resgatar alguns princípios de sua fé e religião. No estudo de hoje, vamos observar a importância da Palavra de Deus devidamente estabelecida entre os judeus e como ela foi fundamental no resgate da identidade religiosa desse povo.
   A jornada de Esdras se inicia na Babilônia no primeiro mês do sétimo ano do rei Artaxerxes (Ed. 7:7,8) e dura cerca de quatro meses até sua chegada a Jerusalém com a proteção do Senhor “
porque a mão bondosa do seu Deus estava sobre ele” (Ed. 7:9b). Desse modo vemos como Deus nunca abandona os Seus servos, pois Ele esteve com Esdras, nesse momento onde a Palavra começava a recuperar seu espaço no meio dos judeus. Tarefa árdua para este homem de Deus, pois muitos anos haviam se passado desde que foram levados cativos pelos babilônios. É certo que alguns, possivelmente, ainda se lembrassem de algumas porções das Escrituras Sagradas recebidas dos seus antepassados. Mas havia agora a necessidade de se firmarem e conhecerem toda a Lei do Senhor. Assim, seu retorno seria estabelecido e fundamentado com bases sólidas em Deus e em Sua Palavra.
   Vamos então observar o zelo de Esdras, homem de Deus, que colocou seu
coração nessa missão e se dedicou a mostrar ao povo de Israel o verdadeiro espaço que a Palavra de Deus deveria ocupar.


O ZELO DE ESDRAS (Esdras 7:10)


   Como podemos notar nas Escrituras Sagradas, especificamente no texto bíblico citado no subtítulo logo acima, Esdras “pôs no coração o propósito de buscar a Lei do Senhor, cumpri-la e ensinar em Israel os seus estatutos e os seus juízos” (Ed. 7:10). Na antiguidade, as pessoas achavam que o coração era o centro da vida humana, por isso, podemos entender que Esdras colocou todo o seu ser, forças e mente em cumprir tudo aquilo que estava descrito na Lei do Senhor. Vale ainda ressaltar que, quando o autor bíblico escreve a Lei do Senhor, é muito provável que ele esteja se referindo ao Pentateuco, que são os cinco primeiros livros da nossa Bíblia (Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio) e para os israelitas se chamava Torá.
   Desse modo, observa-se que Esdras buscou tratar com zelo toda a Palavra da Lei do Senhor, pois
“Ele era escriba versado na Lei de Moisés, dada pelo Senhor, Deus de Israel” (Ed. 7:6a), ou seja, ele era profundo conhecedor das Escrituras Sagradas. Sendo assim, entendia os preceitos do Senhor e como tratar a Palavra de Deus de maneira adequada e zelosa. Mas todo esse conhecimento não veio de graça. É necessário se empenhar na leitura e no estudo bíblico e se esforçar em aprender os ensinamentos contidos nas Escrituras. Semelhante a isso Tiberius escreve em seu livro a respeito da dedicação em buscar conhecimento na Palavra de Deus:


   Como Esdras, o líder cristão atual precisa ser “habilidoso” em lidar com a Palavra de Deus. Essa habilidade não é herdada, portanto, o líder precisa “dispor o seu coração para estudar” a Palavra de Deus. Somente então ele será capaz de ensiná-la aos outros. Não há nada mais desanimador do que um professor de Bíblia preguiçoso, e não há nada mais animador do que um professor da Bíblia aplicado e cheio do Espírito, que segue o exemplo de Esdras ao estudar diligentemente a Palavra de Deus antes de se levantar para dizer “Assim diz o Senhor. Assim como Esdras, o líder cristão de nossos dias precisa da sabedoria de Deus para ensinar e delegar. Essa sabedoria divina procede de Deus e está em contraste gritante com a sabedoria terrena e ímpia (Tiago 3:13-18)22


   Ser zeloso com a Palavra de Deus é um pré-requisito básico na vida dos Seus filhos. Principalmente para aqueles que são líderes, assim como era Esdras. Em qualquer ministério que desempenhem dentro de suas igrejas, possuem uma responsabilidade dobrada e ainda maior no que diz respeito ao conhecimento bíblico. Quando o apóstolo Paulo escreve ao jovem Timóteo, ele faz diversas recomendações àquele que busca o ministério como servo do Senhor. Podemos relacionar essa recomendação com o assunto que estamos estudando, pois Paulo diz ao jovem: Quanto a você, permaneça naquilo que aprendeu e em que acredita firmemente, sabendo de quem você o aprendeu e que, desde a infância, você conhece as sagradas letras, que podem torná-lo sábio para a salvação pela fé em Jesus Cristo (2 Timóteo 3:14-15; grifo nosso). O zelo pela Palavra de Deus na busca pelo conhecimento nos dá sabedoria que vem dos altos céus e impactam nossas vidas e atitudes, restaurando o sentimento dentro de cada um de nós pela obra do Senhor.
   A partir desse comprometimento com a Palavra do Senhor, há a necessidade de cada dia mais seguirmos buscando a restauração e reavivamento completos de nossa vida com Cristo. Da mesma forma, o povo de Israel precisava resgatar sua identidade religiosa, buscando também restaurar a vida espiritual deles, quem sabe perdida outrora em seu período de cativeiro. Nesse momento entra Esdras o escriba que
“[…] havia dedicado a sua vida a estudar, e a praticar a Lei do SENHOR, e a ensinar todos os seus mandamentos ao povo de Israel” (Esdras 7:10 - NTLH). A ele coube o papel de relembrar ao povo a sua aliança com o Deus de Abraão, Isaque e Jacó, através dos ensinamentos contidos no livro da Lei.


O ZELO PELO CULTO ORGANIZADO (Esdras 8:15-20)


   Quando Esdras reúne o povo em Aava (um lugar que pode ser associado a um dos canais do rio Eufrates, mas cuja localização exata é incerta)23, percebe que entre eles não havia nenhum dos filhos de Levi: “Eu os reuni perto do rio que corre para Aava, onde ficamos acampados três dias. Atentando para o povo e os sacerdotes e não tendo achado nenhum dos filhos de Levi” (Esdras 8:15). Logo após identificar essa situação, ele esperou por três dias. E sobre essa espera Kinder comenta:


   A pausa de três dias perto do rio não foi perda de tempo: este era o momento certo para avaliar a situação e estar preparado para descobertas desagradáveis. A ausência dos levitas e dos demais servos do Templo é um contratempo revelador; era natural que estes homens se retraíssem de uma perspectiva que era duplamente amedrontadora: não somente o desarraigamento que todos os peregrinos enfrentavam, como também a mudança drástica das atividades comuns para as severas rotinas do Templo. Não é, portanto, surpreendente ler que Esdras escolheu com cuidado os emissários que haveriam de retificar a situação (nove deles por causa da autoridade que tinham na comunidade, e mais dois por causa da sua perícia diplomática v. 16), e notar que lhes deu
instruções explícitas (as palavras que deveriam dizer e com que deveriam falar, 17).


   Esdras chama alguns do povo e os envia até Ido em Casifia (outro local desconhecido que pode ter servido como centro de culto ou santuário)25, conforme descrito no texto: “Eu os enviei a Ido, chefe em Casifia, e lhes dei as palavras que deveriam dizer a Ido e aos servidores do templo, seus irmãos em Casifia, para que nos enviassem ministros para o templo do nosso Deus” (Esdras 8:17).
   Esses textos nos sugerem que Esdras buscava os filhos de Levi para que o ajudassem na organização do templo
e nas coisas relacionadas ao culto a Deus, como faziam antes. Lembrando que os levitas (descendentes de Levi ),
eram responsáveis por trabalhos relacionados ao templo ou tabernáculo, como foi designado pelo próprio Deus:
“Somente não faça a contagem da tribo de Levi, nem levante o censo deles entre os filhos de Israel. Mas encarregue os levitas de cuidarem do tabernáculo do testemunho, de todos os seus utensílios e de tudo o que nele se encontra. Eles levarão o tabernáculo e todos os seus utensílios; eles ministrarão no tabernáculo e acamparão ao redor dele” (Números 1:49-50). Por este motivo, é de se entender que Esdras viu a necessidade de mandar buscar os levitas, para que o culto fosse organizado exatamente como o Senhor havia ordenado inicialmente, e para que os verdadeiros responsáveis por essa organização estivessem presentes e à frente desse trabalho.
   Trazendo isso para nossa realidade, é fato que a Igreja Batista do Sétimo Dia no Brasil não tem uma liturgia definida para todas as suas comunidades de fé. Desse modo, cada igreja local, em particular, define e orienta como seus membros devem proceder nos cultos e celebrações. Algumas coisas na forma e organização do culto até podem ser parecidas entre uma e outra igreja, mas a Conferência Batista do Sétimo Dia Brasileira (CBSDB) deixa livre suas comunidades locais. Essa postura é coerente, pois possibilita que pastores e lideranças locais não fiquem “engessados” e consigam trabalhar melhor dentro das suas realidades e necessidades.
   Porém, essa postura zelosa de Esdras pela organização do culto é admirável, além de responder a uma necessidade para aquele momento pelo qual o povo passava. Uma reconstrução que já não era mais somente física e concreta (muros, portas, templo entre outras coisas), mas também, de ordem espiritual e do resgate de sua religião. Entretanto, sabe-se que a função dos levitas era também zelar pelas coisas materiais do templo (ou Tabernáculo na época em que foram designados para essa função), como relatado no texto bíblico: “
Terão cuidado de todos os utensílios da tenda do encontro e cumprirão o seu dever para com os filhos de Israel, ao ministrarem no tabernáculo” (Números 3:8). Essa é mais uma lição que nos é mostrada por Deus sobre o zelo por todas as coisas do templo, sejam elas de cunho espiritual e religioso, como respeito e reverência aos atos litúrgicos, como também às coisas materiais, bancos, hinários, instrumentos musicais (para os que são músicos), entres outras coisas consagradas ao trabalho do Senhor. Isso não quer dizer que devamos idolatrar coisas, objetos materiais da igreja, mas sim que devemos cuidar de tudo que ali está.


JEJUM: EXPRESSÃO DE CONFIANÇA E HUMILDADE (Esdras 8:21-23)


   Mais uma vez Esdras estava junto ao rio Aava e nesse momento proclama um jejum entre os filhos de Israel, pedindo a proteção do Senhor naquela tão importante viagem. Propôs aos judeus que se humilhassem diante de Deus para que tivessem uma boa jornada. Eles confiaram plenamente que o Senhor os protegeria e os defenderia de seus inimigos, de modo que, além de não solicitarem a proteção real, sentiramse envergonhados de pedirem escolta ao rei persa, pois “A mão do nosso Deus está sobre todos os que o buscam, para o bem deles; mas a sua força e a sua ira são contra todos os que o abandonam” (Esdras 8:22b). Que testemunho de fé e confiança no Senhor foi demonstrado por aquele povo que ali estava!
   Esse texto do livro de Esdras é apenas um dentre os muitos textos da Palavra de Deus que demonstra a prática do jejum entre o povo de Israel. No livro de Levítico é instituído um jejum no Dia da Expiação ou Dia do Perdão (em hebraico “yom kippur”). Esse dia é celebrado até hoje pelo povo judeu, não exatamente como era naquele tempo, mas no relato bíblico daquela época Deus disse a Moisés: “
Isso lhes será por estatuto perpétuo: no sétimo26 mês, aos dez dias do mês” (Levíticos 16:29a). “Os detalhes acerca de tudo o que acontecia no Dia da Expiação estão registrados no livro de Levítico (Levíticos 16:1-34; 23:26-32; cf. Êxodo 30:10). Nessa data havia uma convocação de jejum nacional, que começava na tarde do nono dia e durava até o entardecer do décimo dia.”
   Se observarmos outros momentos em que o jejum era proclamado, vamos notar que eram situações de emergência, como aquele feito por convocação de Neemias (contemporâneo de Esdras): “No dia vinte e quatro desse sétimo mês, os filhos de Israel se reuniram para um jejum Vestiam pano de saco e traziam terra sobre a cabeça” (Ne 9:1). Foram atitudes que tinham como finalidade demonstrar o arrependimento pelas transgressões e pecados do povo, buscando assim uma reconciliação completa com o Senhor Deus. Já em outro momento no texto bíblico, a rainha Ester proclamou um jejum em favor de todos os judeus que estavam espalhados pelo reino de então. Nessa situação ela manda a seguinte mensagem para Mordecai, seu primo: “Vá e reúna todos os judeus que estiveram em Susã, e jejuem por mim. Não comam nem bebam nada durante três dias, nem de noite, nem de dia. Eu e as minhas servas também jejuaremos. Depois, também irei falar com o rei, ainda que seja contra a lei; se eu tiver de morrer, morrerei” (Ester 4:16). Isso ocorreu diante do decreto ameaçador arquitetado por Hamã, inimigo dos judeus, e assinado pelo rei Assuero, no qual ordenava que todos os judeus fossem mortos: As cartas foram enviadas por meio de mensageiros a todas as províncias do rei, com instruções para que num só dia, o dia treze do décimo segundo mês, que é o mês de adar, todos os judeus, tanto jovens como velhos, as mulheres e as crianças, fossem destruídos, mortos e aniquilados, e que os seus bens fossem saqueados (Et. 3:13). Ao final da história, sabemos que o decreto foi revogado, a trama de Hamã descoberta, e ele mesmo foi enforcado na forca que havia sido preparada para o judeu Mordecai. Assim, Deus se compadeceu de Seu povo, agiu em favor dos israelitas, atentando para seu jejum e orações. Lembrando que jejum não é uma barganha com Deus, mas sabemos que Ele olha e atende às orações daqueles que O buscam.
   Esdras tinha uma dura e longa viagem pela frente e, provavelmente, passaria por adversidades, problemas e situações não muito favoráveis. Por isso, chama aos seus a fazerem jejum, pedindo a Deus que lhes proporcionasse uma viagem tranquila. Assim fazemos nós diante de situações que se apresentam em nossas vidas, é quando buscamos a Deus em jejum e orações, pois confiamos n’Ele, que pode atender aquilo que é levado à Sua presença. Dessa maneira expressamos nossa confiança no Senhor, quando nos humilhamos diante de nosso Pai Celestial sabendo que Ele realiza em nossas vidas Sua obra de acordo com Sua vontade. O próprio Jesus nos ensina no sermão do monte a atitude correta ao se fazer um 
jejum com um propósito. Ele diz: “— Quando vocês jejuarem, não fiquem com uma aparência triste, como os hipócritas; porque desfiguram o rosto a fim de parecer aos outros que estão jejuando. Em verdade lhes digo que eles já receberam a sua recompensa. Mas você, quando jejuar, unja a cabeça e lave o rosto, a fim de não parecer aos outros que você está jejuando, e sim ao seu Pai, em secreto. E o seu Pai, que vê em secreto, lhe dará a recompensa” (Mateus 6:16-18). Desse modo, o Senhor secretamente ouvirá nossas orações e receberá nosso jejum.


ADMINISTRANDO COM SABEDORIA OS RECURSOS DA CASA DE DEUS (Esdras 8:24-30)


   Os servos de Deus que se colocam como administradores dos recursos materiais da casa do Senhor têm uma grande responsabilidade sobre seus ombros, que é a de gerir com sabedoria esses recursos. É o mesmo caso que se apresenta agora nesta passagem bíblica. Primeiramente, o rei Artaxerxes escreve uma carta com algumas mensagens ao escriba Esdras. Uma dessas mensagens é autorizando que ele leve recursos financeiros para a reconstrução do templo, como relatado no texto: “Leve a prata e o ouro que o rei e os seus conselheiros espontaneamente ofereceram ao Deus de Israel, cuja habitação está em Jerusalém. Leve também a prata e o ouro que você achar em toda a província da Babilônia, com as ofertas voluntárias do povo e dos sacerdotes, oferecidas espontaneamente para o templo de seu Deus, em Jerusalém” (Esdras 7:15-16). E a quantia recebida não foi pouca, sendo suficiente para uma grande empreitada. Assim, compreendemos o motivo pelo qual Esdras proclamou o jejum, pois ele bem sabia que as estradas não eram seguras e estavam sujeitos a assaltantes dispostos a saquear as contribuições que estavam levando consigo.
   Para essa missão, Esdras então seleciona doze sacerdotes. Entre eles os nomes citados são: Serebias e Hasabias (e mais outros dez), que ficaram responsáveis pela administração das ofertas recebidas:
“Entreguei-lhes nas mãos vinte e dois mil quilos de prata, três mil e quatrocentos quilos em objetos de prata e três mil e quatrocentos quilos de ouro. Além disso, entreguei vinte taças de ouro de oito quilos e meio e dois objetos de bronze lustroso e fino, tão precioso como ouro” (Esdras 8:26-27). Esses homens, principais sacerdotes, foram designados para este serviço e são chamados de santos por esse motivo: “Vocês são santos ao Senhor, e santos são esses objetos, bem como esta prata e este ouro, oferta voluntária ao Senhor, Deus de seus pais” (Esdras 8:28). Aqui entendemos bem essa situação, são homens santos e separados pelo Senhor para administrar objetos igualmente santos e separados pelo Senhor, a fim de serem aplicados na obra da Casa de Deus. Precisavam gerenciar com zelo, compromisso e sabedoria aquilo que receberam em suas mãos, recursos que não eram deles, mas do Senhor, e foram especialmente destinados para a reconstrução do templo.
   Amados irmãos, que lição temos a nosso dispor na Palavra de Deus! Muitos dos que fazem parte da administração em suas igrejas locais têm um grande exemplo de como se deve ter zelo pelos recursos materiais direcionados à Casa do Senhor. É evidente que as diferenças aqui apresentadas entre a realidade de Esdras e a nossa são muito grandes, a começar pelas necessidades reais da época e a de nossos dias. Também é grande a diferença entre os recursos que eles possuíam com os recursos que possuímos hoje, pois em algumas igrejas pode ser um pouco mais abundante, e em outras comunidades são muito escassos. Seja onde e como for, necessitamos de muita sabedoria advinda dos altos céus para gerir tais contribuições, que chegam até a Casa do Senhor por meio de dízimos e ofertas. É importante lembrarmos que muitas dessas contribuições foram conquistadas com muito suor e lágrimas por humildes servos de Deus, que assim como a oferta da viúva pobre, descrita no Evangelho de Marcos, deram tudo que possuíam: Nas palavras de Jesus, esse é o relato:
“E, chamando seus discípulos, Jesus disse: Em verdade lhes digo que esta viúva pobre lançou na caixa de ofertas, mais do que todos os ofertantes. Porque todos eles deram daquilo que lhes sobrava; ela, porém, da sua pobreza deu tudo que possuía, todo o seu sustento” (Marcos 12:43-44). Isso acaba sendo aos nossos olhos mais um forte motivo para que todo aquele que administra os bens da Casa do Senhor tenha responsabilidade, sabedoria e, principalmente, seja honesto com aquilo que Deus lhe confiou.


CONSIDERAÇÕES FINAIS


   Quando acompanhamos a história de Esdras e Neemias trabalhando pela restauração de Jerusalém, destruída ao
longo do período em que o povo de Israel esteve no cativeiro, não é possível que nossos corações não sejam tocados. Somos levados a admirar a liderança desses homens e o empenho de todos os outros que estiveram com eles.
   Na lição de hoje, estudamos em alguns aspectos a respeito da Palavra do Senhor retomando o seu devido lugar nesse contexto de restauração e reavivamento do povo de Deus. Esdras, o escriba, propôs em seu coração buscar com dedicação cumprir a Lei do Senhor, para que também pudesse ensinar com zelo a vontade de Deus para a vida de Seu povo. Ainda, era seu desejo a restauração do culto ao Senhor, de maneira que agradassem ao nosso Pai Celestial.
   Jejum e oração também foram tratados nesse estudo, pois era necessário que buscassem assim o cuidado e a proteção do Senhor, para que a obra d’Ele fosse realizada com dedicação e esmero, e também com sabedoria na administração de todos os recursos providos por Deus para realização da tão importante obra de reconstrução do templo.
   Que tenhamos como exemplo tamanha dedicação desses homens de Deus, que dispuseram suas vidas para que o serviço da obra do Senhor fosse realizado.

   Que o Senhor nos abençoe. Amém!


QUESTÕES PARA DISCUSSÃO EM CLASSE


1. Qual a importância e qual o espaço que a Palavra de Deus ocupa em sua vida?
R.


2. O que você entende por zelo com a obra do Senhor?
R.


3. Cite alguns exemplos de um culto desorganizado e de um culto organizado.
R.


4. Você já fez jejum alguma vez? Qual foi sua motivação para fazer o jejum?
R.


5. Como deve ser o comportamento do líder que administra os recursos da igreja do Senhor?
R.

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