Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa.

Mateus 5:11

INTRODUÇÃO

   “Deus deseja que você desfrute alegria e prosperidade. Se você não está experimentando isso, há algum problema com a sua fé!”

   “Você é filho do Rei, não pode aceitar nenhum tipo de sofrimento em sua vida! Decrete a vitória!”

   Esses são alguns exemplos de mensagens que ouvimos e que são veiculadas diariamente em programas de estações de rádio e canais de televisão ligados à “teologia da prosperidade”. Esse tipo de doutrina afirma que quem é realmente cristão não passa por aflições nesse mundo (embora, a Bíblia ensine exatamente o contrário; veja João 16:33).

   Por outro lado, Jesus encerra a lista das bem-aventuranças no Sermão da Montanha falando justamente sobre as perseguições na vida do crente (Mateus 5:10-12). O teólogo D. A. Carson notou que essa bem-aventurança final é a que une as outras sete. Em suas palavras, “se o discípulo de Jesus nunca experimentou qualquer perseguição, pode-se perguntar onde a justiça está sendo exibida em sua vida”64. O apóstolo Paulo também afirmou que “todos os que querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos” (2 Timóteo 3:12).

   Dando continuidade à lição da última semana, discutiremos hoje os ensinos relacionados à perseguição aos cristãos, conforme apresentados na santa e sempre atual Palavra de Deus (Isaías 40:8).

 

O PREÇO DA FIDELIDADE A DEUS

   Ser fiel a Deus sempre envolve um preço (e para muitos, esse preço é a entrega de sua própria vida). Jesus disse que devemos calcular o custo do que o discipulado realmente significa na vida do crente (Lucas 14:27-33).

   Não somos maiores do que Cristo! Uma vez que nosso Senhor foi perseguido e desprezado, podemos contar que isso também fará parte de nossa jornada cristã por esse mundo. Podemos pensar em muitos exemplos bíblicos (e históricos) acerca disso, mas gostaria de destacar apenas dois por ora: o caso de José no Egito (Gênesis 39) e o dos amigos de Daniel, em Babilônia (Daniel 3).

   Rejeitado e vendido por seus irmãos, José tornou-se um escravo estrangeiro na casa de Potifar, um oficial egípcio. Uma vez que a bênção de Deus estava sobre José (Gênesis 39:3), ele ascendeu de servidor pessoal a administrador de todas as propriedades de seu senhor, dirigindo cada detalhe da casa com amplos poderes. Sendo um rapaz atraente (v. 6), a esposa de seu chefe se mostrou interessada nele.

   Nenhum princípio moral que pudesse refrear as suas paixões estava presente nela e, durante longo tempo, tentou seduzi-lo. Mas para José, que vivia em comunhão com Deus e santidade de vida, tal ato de adultério não era uma opção. Ele não pecaria contra Deus e nem quebraria a confiança depositada nele por Potifar.

   Por ser desprezada, ficou com ódio de José e o acusou falsamente de tentativa de assédio sexual. As evidências circunstanciais (como as vestes que ficaram nas mãos da mulher, v. 15) estavam contra ele. Assim, José foi enviado para o cárcere65 (uma torre ou masmorra onde prisioneiros ligados à vida oficial eram mantidos), onde passou vários anos. 

   Deus usou as provações que José suportou para realizar algo bom: “salvar muitas vidas”, incluindo as vidas dos seus irmãos que tanto o odiavam (Gênesis 50:20). José pagou um alto preço por sua fidelidade, mas no devido tempo, Deus o exaltou novamente a uma posição de honra. Podemos confiar que Deus está usando todas as situações pelas quais passamos para o bem.

   No caso dos amigos de Daniel, Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, estes também eram jovens exilados em uma terra estrangeira, como José. Nabucodonosor, o rei babilônico, mostrou o seu orgulho em um ato de idolatria e divinização do homem, levantando uma estátua de sessenta côvados (27,5 m) de altura e 6 côvados (2,75 m) de largura, para a qual ordenou culto de todos os funcionários de seu reino. A presença de música (Daniel 3:4-6) serviria para inspirar as emoções religiosas e incentivar o falso culto de adoração.

   Os rapazes tinham uma escolha: serem fiéis ao Deus vivo e mortos em uma fornalha ardente, ou aceitarem a imposição religiosa e escaparem ilesos. Sua resposta ao rei é de tirar o fôlego: “Se o nosso Deus, a quem servimos, quiser livrar-nos, ele nos livrará da fornalha de fogo ardente e das suas mãos, ó rei. E mesmo que ele não nos livre, fique sabendo, ó rei, que não prestaremos culto aos seus deuses, nem adoraremos a imagem de ouro que o senhor levantou” (Daniel 3:17-18).

   Sendo lançados na fornalha, aquecida sete vezes mais (v. 19), receberam uma “visita” surpreendente. Nas palavras do rei: “Eu, porém, estou vendo quatro homens soltos, andando no meio do fogo! Não sofreram nenhum dano! E o aspecto do quarto é semelhante a um filho dos deuses.” (Daniel 3:25). Merrill F. Unger comentou que essa quarta pessoa “era evidentemente o Cristo pré-encarnado”.

   O próprio Jesus estava com aqueles jovens e os salvou do poder das chamas! Embora nem sempre os servos de Deus serão miraculosamente protegidos do sofrimento e da morte, de uma coisa podemos estar certos: o nosso Senhor está conosco mesmo na tribulação. É por isso que, quando apareceu a Saulo de Tarso, o qual estava indo para Damasco afligir a Igreja, Cristo lhe perguntou: “Saulo, Saulo, por que você me persegue?” (Atos dos Apóstolos 9:4).

   Podemos esperar que, em todas as gerações, seguir a Cristo e mantermo-nos fiéis ao Mestre terá um custo. Nas palavras do próprio Jesus:

   “Se vocês fossem do mundo, o mundo amaria o que era seu; mas vocês não são do mundo — pelo contrário, eu dele os escolhi — e, por isso, o mundo odeia vocês. Lembrem-se da palavra que eu disse a vocês: ‘O servo não é maior do que seu senhor.’ Se perseguiram a mim, também perseguirão vocês; se guardaram a minha palavra, também guardarão a de vocês” (João 15:19-20).

    Gregory C. Cochran, diretor do programa de Bacharelado em Teologia Aplicada na California Baptist University, classifica a perseguição religiosa em duas categorias: a perseguição institucional, que ocorre quando governos ou organizações se alinham de forma específica contra os cristãos, por meio de políticas e regulamentos restritivos; e a perseguição individual, a qual é menos sistêmica e mais interpessoal em sua natureza (por exemplo, quando ocorre através de um chefe em nosso emprego ou um professor em nossa universidade). Ele também se refere a seis formas pelas quais a perseguição pode se manifestar: preconceito, calúnia, discriminação, encarceramento, violência e opressão. Assim, o fato de alguém nunca ter sido lançado em uma prisão não significa que já não sofreu algum tipo de perseguição por sua fé em Cristo.

   Em nosso verso-chave da lição, Jesus estava falando especialmente sobre a perseguição verbal. Sofremos quando as pessoas falam mal ou mentem sobre nós, caluniam, insultam, humilham ou ridicularizam publicamente. Jesus passou por tudo isso. Lembremos que Ele foi chamado de nada menos do que mentiroso (João 8:13), comilão e bebedor de vinho (Mateus 11:19), e possesso de demônios (João 8:48). Ele foi acusado até mesmo de insanidade (João 10:20).

   Quando somos perseguidos por acreditarmos e vivermos a Palavra da verdade, seguindo e obedecendo às ordens de nosso Salvador, é porque somos diferentes de nossos agressores. Mesmo que não digamos nada, nosso próprio estilo de vida testemunha contra e irrita uma sociedade que virou suas costas para Deus. Por isso, o apóstolo Paulo escreveu que “nós somos para com Deus o bom perfume de Cristo, tanto entre os que estão sendo salvos como entre os que estão se perdendo. Para com estes, cheiro de morte para morte; para com aqueles, aroma de vida para vida” (2 Coríntios 2:15-16).

   Nossa sociedade ocidental se orgulha hoje de ser “racional” e “tolerante”. Essa “nova tolerância” significa que, para muitas pessoas, “todas as crenças, todos os valores, todos os estilos de vida e todas as percepções de afirmações sobre a verdade dos indivíduos são iguais”. As pessoas toleram praticamente tudo – exceto, na verdade, o Cristianismo (refere-se aqui ao Cristianismo fiel à Bíblia, não ao Cristianismo “água com açúcar” ensinado em muitos lugares). Isso porque nos recusamos a “passar a mão” em cima de determinados comportamentos que se tornaram socialmente aceitos, mas que contrariam o que Deus claramente chamou de “mal” na Bíblia (veja Isaías 5:20). Não somos como o mundo. Se vivêssemos em busca do prazer, da riqueza e da ambição, o mundo não se oporia a nós (veja 1 Pedro 4:3-4). Agimos por amor a Deus, mas o mundo age por amor ao pecado.

   Embora sofrer algum tipo de perseguição nunca seja fácil ou agradável, ela pode nos levar a uma maior aproximação de Deus, em fé, e assim experimentaremos mais da plenitude do Espírito Santo em nossa vida. Como um dos frutos do Espírito é a “alegria” (Gálatas 5:22), podemos encontrar contentamento em Cristo mesmo quando sofremos. Não que o sofrimento em si gere alegria, mas a presença de Cristo com o crente fornece a base para o perseguido escolher a alegria como resposta72. Após serem açoitados, os apóstolos “se retiraram do Sinédrio muito alegres por terem sido considerados dignos de sofrer afrontas por esse Nome” (Atos dos Apóstolos 5:41).

   Assim, “de todos os lados somos pressionados, mas não desanimados; ficamos perplexos, mas não desesperados; somos perseguidos, mas não abandonados; abatidos, mas não destruídos” (2 Coríntios 4:8-9), pois sabemos que, de alguma forma que talvez não entendamos hoje, “Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito” (Romanos 8:28).

 

PERSEGUIÇÃO VERDADEIRA x PERSEGUIÇÃO FALSA

   Quando Jesus e as Escrituras falam sobre a perseguição que acontece na vida do crente, é importante esclarecermos um ponto importante. Essa perseguição não é a punição por crimes que podemos cometer ou por um mau comportamento que exibimos socialmente, mas especificamente porque seguimos a Cristo.

   Por exemplo, não posso supor que, se a companhia de luz cortar o fornecimento de energia elétrica de minha casa por eu não ter pagado a conta do mês, isso se enquadra em algum tipo de “perseguição religiosa” porque sou cristão!

   Alguns falsos profetas e falsos mestres de nossos dias, quando são confrontados publicamente a respeito de seus falsos ensinos ou estilo de vida questionável, vitimizam-se, afirmando que estão sendo perseguidos. Em 2014, um pastor brasileiro, de vertente neopentecostal, investigado pela Receita Federal por desviar dízimos de fiéis para comprar fazendas e viver em luxo ilícito, usou o discurso de “estar sendo perseguido” para se justificar publicamente

   Jesus fala sobre os “perseguidos por causa da justiça” (Mateus 5:10) e “justiça” aqui significa o viver real da vida do Reino, que vem de um coração transformado pela graça de Deus. A próxima seção do Sermão da Montanha (Mateus 5:13-16) é sobre o fato de que viver a vida do Reino torna os seguidores de Jesus perceptivelmente diferentes daqueles à sua volta.

   Citamos a seguir dois textos do apóstolo Pedro:

   “Porque isto é agradável a Deus, que alguém suporte tristezas, sofrendo injustamente, por motivo de sua consciência para com Deus. Pois que glória há, se, pecando e sendo castigados por isso, vocês o suportam com paciência? Se, entretanto, quando praticam o bem, vocês são igualmente afligidos e o suportam com paciência, isto é agradável a Deus” (1 Pedro 2:19-20).

   “Se são insultados por causa do nome de Cristo, vocês são bem-aventurados, porque o Espírito da glória, que é o Espírito de Deus, repousa sobre vocês. Que nenhum de vocês sofra como assassino, ou ladrão, ou malfeitor, ou como quem se mete na vida dos outros. Mas, se sofrer como cristão, não se envergonhe; pelo contrário, glorifique a Deus por causa disso” (1 Pedro 4:14-16).

   William MacDonald assinala que “é vergonhoso sofrer pelo seu pecado, mas um privilégio sofrer como um cristão e uma oportunidade de glorificar a Deus” . Matthew Henry comenta de forma relevante:

   “Alguém poderia pensar que precauções como essas eram desnecessárias para os cristãos. Mas seus inimigos os acusaram falsamente de crimes hediondos. E mesmo o melhor dos homens precisa ser avisado contra o pior dos pecados. Não há conforto nos sofrimentos, quando os trazemos sobre nós por nosso próprio pecado e loucura.”

   Pedro nos diz para glorificarmos a Deus por causa da perseguição. Em Mateus 5:12 Jesus nos diz para nos alegrarmos e nos exultarmos! Primeiro, porque há uma grande recompensa guardada para nós no céu. Jim Elliot, missionário cristão martirizado no Equador pelos índios Auca (a quem estava tentando evangelizar) em 1956, afirmou que “não é tolo aquele que abre mão do que não pode guardar para ganhar aquilo que não pode perder”.

   Segundo, porque estamos em boa companhia: “assim perseguiram os profetas que viveram antes de vocês” (por exemplo, Jeremias foi lançado em um poço com lama – Jeremias 38:6; “Zacarias, filho de Baraquias” foi morto “entre o santuário e o altar” – Mateus 23:35; a tradição judaica no Talmude afirma que Isaías foi serrado ao meio a mando do ímpio rei Manassés77). Também estamos na boa companhia do Senhor Jesus, dos apóstolos78 e de muitos cristãos ao longo de vários séculos de história, até os dias de hoje. Quando Sesuna, uma jovem da Eritreia, começou um estudo bíblico em sua escola, foi expulsa por isso. Quando seus parentes descobriram, ela foi severamente espancada por sua própria família. De acordo com ela, “eu realmente aprendi o que era ser uma crente evangélica naquele dia”79.

   Entendemos assim que ser perseguidos pelos motivos certos é o último passo na progressão da vida abençoada, conforme as bem-aventuranças de Cristo em seu Sermão da Montanha.

 

UMA HISTÓRIA PARA REFLEXÃO

   Além dos exemplos bíblicos já citados, trazemos para reflexão, uma história que muito emociona e inspira: o testemunho de Policarpo de Esmirna (martirizado em cerca de 155 d.C.)80. Policarpo, bispo na cidade de Esmirna, na Ásia Menor, havia sido discípulo pessoal do apóstolo João. Ele foi convertido ao Cristianismo em sua juventude pelos apóstolos, foi consagrado presbítero e se comunicou com muitos que haviam conhecido pessoalmente a Jesus.

   Em uma visita que fez a Roma, o testemunho de Policarpo converteu a muitos discípulos dos mestres hereges Marcião e Valentino. Irineu de Lyon (130-202 d.C.), um líder da Igreja primitiva que em sua juventude conheceu pessoalmente a Policarpo quando este já se encontrava em idade avançada, escreveu sobre “a santidade de seu comportamento, a majestade de seu semblante e suas santas exortações ao povo”.

   Um grupo de soldados romanos chegou à casa de campo onde Policarpo estava hospedado, para levarem-no preso. Ficaram pasmos ao ver a sua idade e calma. Policarpo lhes serviu comida e bebida, e pediu o tempo de uma hora orar. Orou em pé com tanto fervor que não o interromperam por duas horas.

   Sendo capturado, foi levado para o estádio da cidade em uma carruagem feita de grades. O guarda o arrancou do veículo e o lançou ao chão, sem qualquer consideração por sua idade, de forma que feriu a perna. Uma multidão furiosa gritava. Há semanas vinham pedindo a execução daquele homem com cabelos e barba brancos. Seu crime? Liderar a “seita” religiosa conhecida como “cristãos”. “Eis o Mestre da Ásia, o pai dos cristãos, o blasfemador dos nossos deuses, aquele que induz tantos outros a não mais honrá-los com sacrifícios e orações”, acusavam-no.

   Três dias antes da captura, enquanto orava, Policarpo teve uma visão, onde viu seu travesseiro pegando fogo. Disse então aos que estavam com ele: “Devo ser queimado vivo”. Cristo avisou ao seu servo fiel o que estava para acontecer.

   No estádio, o procônsul romano lhe fez uma proposta: “Jure pela divindade de César e deixarei você ir”. Policarpo não podia fazer isso. “Amaldiçoe a Jesus Cristo!”, continuou a autoridade política. A resposta que ouviu foi: “Durante oitenta e seis anos tenho servido a Jesus e Ele nunca foi injusto comigo. Como, então, poderia eu amaldiçoar meu Rei e Salvador?”

   O procônsul estava acostumado a amedrontar até os criminosos mais perigosos, mas não estava tendo nenhum resultado com aquele homem. Falou de animais selvagens, mas também sem efeito. “Já que os animais selvagens não lhe assustam, saiba que você será queimado vivo se não renunciar a Jesus Cristo imediatamente!”

   “O senhor me ameaça com um simples fogo que queima por uma hora e depois se apaga”, respondeu Policarpo. “Nunca ouviu falar do fogo do julgamento vindouro e do castigo eterno reservados para os ímpios? Por que está demorando tanto? Faça logo o que quiser comigo!”

   Pagãos e judeus auxiliaram freneticamente a buscar a lenha. Assim, o bispo de Esmirna foi queimado na fogueira e perfurado com uma lança, em uma manhã de “Grande Sábado”. Quando queimava nas chamas, exclamou: “Bendigo-te, Pai, por me julgares digno deste dia e desta hora, que na companhia dos mártires eu possa compartilhar o cálice de Cristo.”

   O teólogo David W. Bercot declarou:

   “O povo de Esmirna acreditava que depois de queimar Policarpo apagaria seu nome da história, dando um fim àquela odiada superstição chamada Cristianismo. Mas assim como o procônsul, eles subestimaram a vitalidade e a convicção dos cristãos. Pois em vez de intimidar os outros cristãos, a morte de Policarpo lhes trouxe inspiração. E em vez de desaparecer, o Cristianismo cresceu ainda mais”.

   Que também nos inspiremos no testemunho de Policarpo e no de milhares de outros cristãos que “venceram por causa do sangue do Cordeiro e por causa da palavra do testemunho que deram e, mesmo diante da morte, não amaram a própria vida” (Apocalipse 12:11).

 

CONCLUSÃO

   Em nosso século, o Cristianismo ainda é a religião mais perseguida em nível global. A organização Portas Abertas lista anualmente o ranking dos 50 países83 onde nossos irmãos em Cristo enfrentam a maior oposição (geralmente por membros de outras religiões, como o Islamismo, ou por regimes políticos totalitaristas). Devemos orar a Deus por nossos irmãos em todo o mundo que padecem por seu compromisso com Cristo e para que nós mesmos jamais venhamos a renegar a nossa fé diante de qualquer tipo de pressão.

   As provações testam a fé do cristão, produzem perseverança em sua vida e ajudam a desenvolver maturidade (Tiago 1:2-4). Na pessoa de nosso Senhor Jesus, temos um perfeito modelo de como nos portar diante das tribulações que sofremos. “Pois ele, quando insultado, não revidava com insultos; quando maltratado, não fazia ameaças, mas se entregava àquele que julga retamente.” (1 Pedro 2:23). Conforme Cristo, uma felicidade eterna nos espera se assim procedermos.

 

QUESTÕES PARA DISCUSSÃO EM CLASSE

1. Por quais motivos os cristãos podem ser perseguidos nos dias de hoje?

R.

2. Além de José e dos amigos de Daniel, que outros exemplos bíblicos você lembra de pessoas que pagaram um alto preço por sua fidelidade a Deus?

R.

3. Explique a diferença entre perseguição institucional e perseguição individual.

R.

4. Como o ensino bíblico sobre a perseguição difere dos modernos ensinos acerca da “prosperidade”?

R. 

5. Qual deve ser a postura do cristão diante do sofrimento e da tribulação? Que recompensas a Bíblia lhe promete?

R.

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