Texto de Estudo

 Malaquias 1:6

INTRODUÇÃO

Qual seria a última mensagem de Deus para o seu povo no Antigo Testamento? Isso fica a cargo de Malaquias. No entanto, comumente isolamos um assunto de determinado contexto literário ignorando o tema central daquela obra. O livro de Malaquias é o exemplo perfeito disso. Quando falamos nele, pensamos logo em “dízimo”. É como se “Malaquias” e “dízimo” fossem termos amalgamados. No entanto, veremos que o assunto predominante do profeta Malaquias não é o dízimo (este apenas é tratado num contexto de corrupção sacerdotal e da nação), mas contrariamente, é o relacionamento familiar e civil entre o povo judeu que constituem o seu tema principal. Outrossim, o livro demonstra que a forma com que adoramos a Deus precisa ser compatível com a vida que demonstramos com Deus aos que estão à nossa volta. A vida do adorador deve falar tanto quanto ou mais alto que seus louvores. 

O livro de Malaquias fala do grande erro que é nos esquecermos do amor de Deus. Quando alguém se esquece do amor de Deus, isso afeta seu comportamento, sua vida familiar e sua adoração. Quando o amor de Deus e sua fidelidade são postos em dúvida, os compromissos sagrados deixam de ser sagrados. Deus enviou Malaquias para despertar o povo de seu sono espiritual e exortá-lo a voltar-se para o Deus vivo. O livro também nos mostra um povo que questiona a realidade de seu pecado e de sua infidelidade a Deus, um povo cada vez mais duro de coração. Por isso, o livro caminha para o final com um texto muito sério, um confronto entre um Deus desapontado e um povo decepcionado. 

 

O PROFETA E SEU TEMPO

O livro não menciona diretamente o reinado em que Malaquias exerceu seu ministério. Malaquias significa “meu mensageiro”, e seu livro não informa o nome do seu pai, nem o seu local de nascimento. Sob o aspecto histórico, nada sabemos sobre a vida do profeta Malaquias. Tudo o que entendemos é o que deduzimos de suas declarações. O pequeno livro apresenta um pregador impetuoso e vigoroso que buscava sinceridade na adoração e santidade de vida. Possuía intenso amor por Israel e pelos serviços do Templo. É verdade que deu mais destaque à adoração do que à espiritualidade. Contudo, para ele o ritual não era um fim em si mesmo, mas uma expressão da fé do povo no Senhor.  Não obstante, há evidências internas que permitem identificar o contexto político, religioso e social do livro em apreço.

a) O governador de Judá. Jerusalém era governada por um pehah, palavra de origem acádica traduzida por “príncipe” na versão Almeida Revista e Corrigida, ou “governador”, na Almeida Revista e atualizada (1:8). O termo indica um governador persa e é aplicado a Neemias (Neemias 5:14). O seu equivalente na língua persa é tirshata (“tirsata, governador”, cf. Esdras 2:63; Neemias 7:65; 8:9; 10:1). A profecia mostra que o templo de Jerusalém já havia sido reconstruído e a prática dos sacrifícios, retomada (1:7-10). 

b) A indiferença religiosa. As principais denúncias de Malaquias são contra a lassidão e o afrouxamento moral dos levitas (1:6); o divórcio e o casamento com mulheres estrangeiras (2:10-16); e o descuido com os dízimos (3:7-12). Tudo isso aponta para o período em que Neemias ausentou-se de Jerusalém (Neemias 13:4-13, 23-28). Ademais, Malaquias pressupõe um templo já construído e terminado, onde os serviços religiosos aconteciam regularmente. Sendo assim, pode-se situar Malaquias no período final de Neemias, ou logo depois deste, ou seja, algo em torno de 450 a 430 A.C.  

No tocante à sua estrutura e mensagem, a profecia começa com a palavra hebraica massa - “peso, sentença pesada, oráculo, pronunciamento, profecia” (1:1; Habacuque 1:1; Zacarias 9:1; 12:1). O discurso é um sermão contínuo com perguntas retóricas que formam uma só unidade literária. São três os seus capítulos na Bíblia Hebraica, pois seis versículos do capítulo quatro foram deslocados para o final do capítulo três. O assunto do livro é a denúncia contra a formalidade religiosa, prática generalizada vista facilmente nos fariseus e escribas na época do ministério terreno de Jesus (Mateus 23:2-7).

 

CULTUAR A DEUS EXIGE DEVOÇÃO VERDADEIRA

Em nossos dias, assim como na época de Malaquias, o culto a Deus tem sido desvirtuado das mais diversas maneiras. Embora muitos pensem que nada temos a aprender com o Antigo Testamento em matéria de culto, estão enganados. Ao levantarem sua voz contra o povo de Deus de sua época, por haver desvirtuado o culto ao Senhor, os profetas usaram como argumentos princípios relativos à adoração a Deus que certamente se aplicam ao povo de Deus de todas as épocas.

Nos dias de Malaquias, o culto apresentado por Israel a Deus não estava sendo sincero e não era fruto de uma devoção genuína. O povo da Aliança se esquecera do motivo real de se cultuar ao Senhor. Realizavam o culto apenas para cumprir um formalismo religioso. As acusações de Deus ao povo, por intermédio de Malaquias, com relação ao culto são:

1. Eles estavam profanando o culto. Por duas vezes encontramos a advertência divina quanto à profanação do culto no primeiro capítulo de Malaquias (vv. 7, 12). Os sacerdotes estavam oferecendo pão imundo na Casa de Deus. Eles estavam profanando o santuário do Senhor. A oferta deles era um reflexo da vida errada que levavam. Deus não busca adoração, mas adoradores que o adorem em Espírito e em verdade. Se Deus não aceitar nossa vida, ele também não aceitará nossa oferta. Deus diz: “Eu não tenho prazer em vós, diz o Senhor dos Exércitos, nem aceitarei da vossa mão a vossa oferta” (v.10).

A impureza ou o caráter profano da oferta fica patente nos versículos 8, 13 e 14. “Cego, coxo, doente e roubado” são os adjetivos empregados para mostrar o que estava sendo dado ao Senhor. Esclareça-se que “roubado” não significa que eles estivessem roubando o animal de alguma outra pessoa. O hebraico traz gâzül, que significa “dilacerado por fera” que provavelmente o roubara do rebanho. Era uma atitude extremamente imoral. O que estava sendo oferecido a Deus era a carniça. A que ponto descera o povo! E como os sacerdotes compactuavam com isso, aceitando oferecer tais coisas ao Senhor. As prescrições de Levíticos 22:18-25 eram bem claras sobre as condições dos animais que deviam ser ofertados a Deus. Mas, dava-se a carniça a Deus e se perguntava: “Sacrifícios impuros? Quando fizemos uma coisa dessas?” (v. 7, BV). Quanta desfaçatez!  

2. Eles estavam negligenciando o culto. A negligência se manifestava naqueles que pensavam que qualquer coisa servia. Não obstante Deus ter deixado bem claro que deveriam apresentar-lhe, como sacrifícios, animais sem defeito algum, havia aqueles que ofereciam qualquer animal a Deus, que traziam ao altar do Senhor o animal defeituoso. Isso é desleixo! É falta de zelo para com as coisas de Deus. 

Mas, paremos e analisemos o que vemos em nosso contexto presente. Não sucede assim, em nosso meio, com muitos cristãos? Com muita frequência, os cristãos acham que podem ofertar qualquer coisa a Deus. Contanto que alguém ou alguma atividade seja dedicada a Deus, mesmo sem entusiasmo, imaginam que Deus ficará contente. Por isso a Igreja segue claudicando com orações que não são ouvidas, e com falta de poder, porque os fiéis não levam a sério os padrões divinos. Temos dado o melhor para Deus, ou, como os judeus, temos dado o resto? Tem ele o melhor das nossas emoções, o melhor do nosso tempo, o melhor dos nossos bens? Ou cuidamos da nossa vida e lhe damos o restolho? Aborrecido, Deus lhes diz que ofereçam o animal doente ao governador. Era também um costume presentear autoridades com animais e cereais. E pergunta: “Terá ele agrado em ti? ou aceitará ele a tua pessoa?”. A resposta a ambas as perguntas é um sonoro não. 

3. Eles estavam prestando um culto entediante. Os sacerdotes estavam enfadados de seu ofício, e por isso estava fazendo-o de qualquer maneira. Culto e serviço sem amor não são aceitáveis a Deus. O Senhor não busca adoração, mas adoradores que o adorem em Espírito e em verdade. Se Deus não aceitar nossa vida, ele também não aceitará nossa oferta.  É mister que relembremos que o culto é bíblico ou é anátema. Os princípios que regem o culto precisam ser emanados da Palavra. Deus não aceita fogo estranho no altar. Deus não aceita sacrifícios impuros no altar. Deus não aceita nada menos que o melhor. O culto precisa ser, também, de todo o coração, com sinceridade, com zelo, com amor, com alegria, com deleite, qualquer coisa menos que isso é entediante aos olhos do Senhor. Deus não aceita culto com irreverência, superficialidade e leviandade. 

A condenação divina por meio de Malaquias é algo que precisa ser levado a sério, Deus diz: “Ah, se um de vocês fechasse as portas do templo. Assim ao menos não acenderiam o fogo do meu altar inutilmente. Não tenho prazer em vocês, diz o Senhor dos Exércitos, e não aceitarei as suas ofertas.” (v.10). Esse tipo de culto não é digno do Senhor, não o interessa.

Quando desprezamos o culto divino, sentimos canseira e não alegria na igreja. Quando fazemos as coisas de Deus na contramão da sua vontade, encontramos não prazer, mas enfado; não comunhão, mas profunda desilusão. O pecado cansa. Fazer a obra de Deus relaxadamente cansa. Um culto sem fervor espiritual cansa. Quando o culto é desprezado, uma pessoa vem à igreja e fica enfadada. Nada lhe agrada: a mensagem a perturba, os cânticos a enfadam. Ela está enfastiada. O culto passa a ser um tormento, em vez de ser um deleite. Precisamos ter a motivação correta no culto: tudo deve ser feito para a glória de Deus (1 Coríntios 10:31). Há um grande perigo de se acostumar com o sagrado (1 Samuel 4), de se enfadar de Deus (Miquéias 6:3), de se cansar de Deus (Isaías 43:22-23). A geração de Malaquias estava bocejando no culto, resmungando acerca da duração do culto e dizendo: que canseira! 

Alguém já declarou com propriedade que se não há alegria na adoração, não há adoração. Não há tédio em estar na presença de Deus, pois ele é manancial de alegria, de felicidade. Quando não encontramos prazer em Deus, nada poderá nos satisfazer. Um cristão verdadeiro não precisa ser arrastado ao culto, isso lhe é um prazer. Um verdadeiro cristão não troca o culto por outra programação mais interessante, pois nada pode ser mais prazeroso do que estar na Casa de Deus.

Devemos ter em mente que o culto é uma questão de vida ou morte. Não podemos cultuar a Deus de qualquer modo, de qualquer maneira. Nosso culto deve ser reverente. Devemos cultuá-lo de modo coerente. Uma vida piedosa é um culto contínuo. Devemos cultuá-lo de modo diligente. Devemos cultuá-lo com alegria!

 

O CULTO A DEUS E A FAMÍLIA 

É interessante notar que após condenar os judeus e os sacerdotes por seu desleixo com o culto a Deus, o Senhor se dirige a um problema familiar que estava prejudicando o culto. O casamento também é contemplado em Malaquias, mais especificamente no desprezo dos homens por suas esposas judias e pelo casamento desses mesmos homens com mulheres pagãs, que, via de regra,  levavam-nos a adorar outros deuses. Após esses dois atos, esses homens iam ao Templo para orar ao Senhor, como se nada houvesse acontecido. E Deus os repreende por sua infidelidade para com ele e para com a família que tinham constituído. 

Há dois parâmetros importantes a se pensar no capítulo 2 de Malaquias:

Primeiro, a teologia determina a vida. Os sacerdotes deixaram de ensinar a Palavra e o povo se corrompeu. Práticas erradas são fruto de princípios errados. Eles estavam lidando de forma errada uns com os outros, porque estavam lidando de forma errada com Deus.

Segundo, a família determina a igreja. Os casamentos mistos estavam ameaçando a teocracia judaica, a integridade espiritual da nação, e o divórcio estava colocando em risco a integridade das famílias. O abandono do cônjuge estava ameaçando o desmoronamento do lar em Israel. Famílias desestruturadas e quebradas desembocam em igrejas fragilizadas. 

Deus não leva a sério quem trai seu cônjuge. É a pessoa mais real e mais próxima. É o ser mais concreto para alguém. Como se portará com Deus que não é visível nem concreto como o cônjuge? “Pois eu detesto o divórcio” é a palavra divina. Num mundo que exalta o divórcio, a declaração de Deus de que ele detesta o divórcio exige de nós séria reflexão. Por tudo isto, torna-se excelente a recomendação final do terceiro oráculo do profeta Malaquias: “não sejais infiéis”. 

 

O CULTO A DEUS E AS CONTRIBUIÇÕES

O livro de Malaquias é o livro das perguntas. Nele, existem vinte e seis perguntas (Malaquias 1:2-6-10,13; 2:10, 14-15,17; 3:2,7-8,13-14). Só não estão presentes no capítulo quatro. Das vinte e seis, onze foram feitas por Deus, nove pelo povo e seis pelo profeta. As perguntas de Deus são sempre incisivas, honestas e profundas. As do profeta seguem nesta direção. Já as do povo, são absurdamente cínicas e irônicas. Mas vamos, agora, voltar nossa atenção para uma das perguntas divinas.

1. Roubará o homem a Deus? Se esta não fosse uma pergunta divina, diríamos, sem titubear, que é uma pergunta sem sentido. Parece-nos impossível a criatura poder roubar o Criador. Mas ela não só pode roubá-lo, como rouba. Deus não acusa, mas afirma, sem rodeio algum, que o seu próprio povo o rouba: Vós me roubais (Malaquias 3:8b). Ele o rouba nos dízimos e nas ofertas (Malaquias 3:8c). O termo hebraico para “roubais” (qaba ̀) tem a ideia de “tomar à força”. Ele é usado de novo apenas em Provérbios 22:23 no contexto de uma agressão ao pobre. Isso nos mostra que se trata de um ato violento. 

Precisamos entender alguns aspectos importantes sobre a questão do dízimo. Esse é um tema claro nas Escrituras. Muitas pessoas, por desconhecimento, têm medo de ensinar sobre esse importante tema. Outras, por ganância, fazem dele um instrumento para extorquir os incautos. Ainda outras, por desculpas infundadas, sonegam-no, retêm-no e apropriam-se indevidamente do que é santo ao Senhor. O povo de Deus, que fora restaurado por Deus, agora estava roubando a Deus nos dízimos e nas ofertas. Vejamos alguns pontos importantes sobre o dízimo.

Em primeiro lugar, o dízimo é um princípio estabelecido pelo próprio Deus. A palavra dízimo maaser (hebraico) e dexatem (grego) significa 10% de alguma coisa ou de algum valor. O dízimo não é uma cota de 1% nem de 9%; o dízimo é a décima parte de tudo o que o homem recebe (Gênesis 14:20; Malaquias 3:10). O dízimo não é invenção da Igreja, é princípio perpétuo estabelecido por Deus. O dízimo não é dar dinheiro à igreja, é ato de adoração ao Senhor. O dízimo não é opcional, é mandamento; não é oferta, é dívida; não é sobra, é primícia; não é um peso, é uma bênção.  

Em segundo lugar, o dízimo faz parte do culto. A devolução dos dízimos fazia parte da liturgia do culto. “A esse lugar fareis chegar os vossos holocaustos, e os vossos sacrifícios, e os vossos dízimos...” (Deuteronômio 12:6). A devolução dos dízimos é um ato litúrgico, um ato de adoração que deve fazer parte do culto do povo de Deus.

Em terceiro lugar, o dízimo é para o sustento da Casa de Deus. “Aos filhos de Levi dei todos os dízimos em Israel por herança, pelo serviço que prestam, serviço da tenda da congregação” (Números 18:21). O dízimo é o recurso que Deus estabeleceu para o sustento de pastores, missionários, obreiros, bem como toda a manutenção e extensão da obra de Deus sobre a terra. Se no judaísmo os adoradores traziam mais de 10% de tudo que recebiam para a manutenção da Casa de Deus e dos obreiros de Deus, bem como para atender às necessidades dos pobres, muito mais agora, que a Igreja tem o compromisso de fazer discípulos de todas as nações.

2. Com maldição sois amaldiçoados: Em Malaquias 1:14 Deus amaldiçoa o enganador, que lhe prometeu um animal perfeito do seu rebanho, mas lhe ofereceu um animal defeituoso. Em Malaquias 2:2 Deus garante que amaldiçoará terrivelmente os sacerdotes que não obedecerem aos seus mandamentos e não honrarem o seu nome. Agora, em Malaquias 3:9 Deus declara que amaldiçoou a nação toda por causa do roubo dos dízimos e das ofertas. “Insurgir-se contra Deus e violar as suas leis trazem maldição inevitável. Deus é santo e não premia a infidelidade”,  nem ignora a desobediência. Isso é assim desde o princípio (Gênesis 3:14-19).

3. Trazei todos os dízimos: Eis uma ordem clara da parte Deus para todo o povo. O que essa expressão sugere? Sugere que algumas pessoas haviam deixado de trazer os dízimos. Mas não apenas isso. O “hebraico também pode ser traduzido como o ‘dízimo inteiro’, o que significa que o povo estava retendo uma parte do que deveria ser trazido” . O povo, na verdade, fingia conformar-se à lei oferecendo alguns dízimos à casa do Tesouro, mas não todos os exigidos pela lei (Levíticos 27:30). Deus diz que os dízimos devem ser trazidos à casa do Tesouro para que haja mantimento na sua casa.

4. E provai-me nisto: Deus afirma que, se o povo parasse de roubá-lo, tudo mudaria. Ele chega a chamar o seu povo a fazer um teste dele. O que mudaria, se o povo mudasse? Se o povo parasse de roubá-lo, a seca acabaria. Ele abriria as janelas do céu, não para julgar e destruir (Gênesis 7:11; Isaías 24:18), mas para abençoar sem medida, isto é, até não haver mais qualquer necessidade. Essa é, literalmente, uma promessa de chuva. Se o povo parasse de roubá-lo, os campos voltariam a produzir. Ele repreenderia o devorador, o inimigo da colheita, provavelmente um tipo de gafanhoto (Joel 1:4).

O profeta Malaquias aponta as bênçãos que acompanham a restauração divina sobre aqueles que são fiéis nos dízimos e nas ofertas. Deus abriria as janelas dos céus e derramaria bênçãos sem medidas. É lá do alto que procede toda boa dádiva. Deus promete derramar sobre os fiéis torrentes caudalosas das suas bênçãos. Baldwin diz que as janelas do céu, que se abriram para a chuva durante o dilúvio (Gênesis 7:11), “choverão” uma sequência superabundante de presentes, quando Deus mandar.  É bênção sobre bênção, é bênção sem medida. É abundância. É fartura. Mais vale 90% com a bênção do Senhor do que 100% sob a Sua maldição. Janelas abertas falam não apenas de bênçãos materiais, mas de toda sorte de bênção espiritual. Nós precisamos evitar dois extremos: a teologia da prosperidade e a teologia da miséria. A teologia da prosperidade limita as bênçãos de Deus ao terreno material; a teologia da miséria não enxerga a bênção de Deus nas suas dádivas materiais. 

 

 CONCLUSÃO

Deus requereu ser temido como Senhor, honrado como Pai, amado como marido. Qual é o ponto comum, a linha mestra, de tudo isso? Amor. Sem amor, o temor é um tormento e a honra não tem sentido. O temor, se não contrabalançado pelo amor, é medo servil. A honra, quando vem sem amor, não é honra, mas adulação. A honra e a glória dizem respeito a Deus, mas nenhum dos dois será aceito por ele, se não forem temperados com o mel do amor. Amemos a Deus. Mas, não apenas com palavras. Amor não é palavra. Nem sentimento. Na Bíblia, o amor é dinâmico; é ação. Mostremos o nosso amor a Deus com uma vida coerente. Que o nosso amor por ele seja provado no que fazemos, naquilo que lhe dedicamos.

Chegamos ao fim de mais uma lição e de mais uma série de lições. Ao longo de todo este trimestre, estudamos a Palavra de Deus, proferida pelos chamados 12 profetas menores, Deus disse o que precisava ser dito. Falou tudo às claras. Foi direto. Sem duplo sentido. O povo entendeu que ele não estava satisfeito. E, se não haviam entendido ainda, conforme estudamos hoje, no desfecho do último dos profetas menores, uma última palavra de alerta foi alçada. Essa palavra vale para nós também. Estejamos alerta! Cuidemos quanto à amnésia espiritual, quanto ao cinismo disfarçado, quanto à desavença mútua! Que Deus tenha misericórdia de nós!

 

 

 

 

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