Contexto

Uma das chaves para entendermos a leitura de I e II Crônicas é que tais livros são um segundo registro da história de Israel, cujos relatos são paralelos aos fatos mencionados pelos livros de I e II Samuel e I e II Reis. Ao comparar os relatos, os estudiosos notaram que Crônicas enfoca a história de Israel sob a perspectiva da adoração israelita. E no centro daquela adoração está a Arca da Aliança. Em 1 Crônicas 13:3 Davi diz ao povo: “Vamos trazer de volta a arca de nosso Deus, pois não nos importamos com ela durante o reinado de Saul” (NVI). Neste episódio vemos que Davi percebeu o quão central a adoração deve ser para o povo de Deus. Isto aconteceu durante a chamada idade dourada da história de Davi e, conseqüentemente, do reino de Israel. Tal fato nos relembra que até mesmo durante os dias bons devemos nos lembrar de Deus e temos que deixá-lo sempre no centro de nossa vida. Com que freqüência nós, o povo de Deus do século 21, esquecemos isso? Vivemos numa época em que muitos dizem “eu amo a Deus, mas não a Igreja”. Muitos cristãos professam “eu temo a Deus, mas não preciso de nenhuma Igreja”. Seja nos tempos difíceis ou em época de prosperidade, precisamos nos lembrar do lugar central de Deus em nossa vida. Como diz uma canção: “Se ele não for o primeiro em seu coração, então já não é mais nada, não passa de uma ilusão; Mas, se ele for o primeiro, o seu companheiro, motivo do seu existir, você vai viver, você vai sorrir, você vai vencer” (interpretada pelos Arautos do Rei).

Pano de fundo histórico

15:1 O único edifício projetado no texto bíblico é o palácio real. A Arqueologia não tem conseguido identifi car qualquer outra edifi cação construída em Jerusalém nos tempos de Davi.

15:20-21 Estilos musicais. Os termos “alamote” (usado nos título do Salmos 46 com uma possível variação no Salmos 48:14 e também no Salmos 9) e “seminite” (titulo dado aos Salmos 6 e 21) não foram colocados nos títulos dos referidos Salmos nas versões mais modernas, como a NVI, porque ainda há incertezas sobre seus signifi cados técnicos. O primeiro termo, em seu uso popular, não técnico, pode signifi car “para mulheres” e é, às vezes, interpretado como estando no alcance do Soprano. O termo posterior signifi ca “oitavo” e, às vezes, é traduzido como se referindo à oitava musical.

Aplicação

Os símbolos são importantes. Um dos símbolos centrais para a vida de adoração em Israel era a Arca da Aliança. Ela simbolizava a presença de Deus com seu povo. No entanto, antes de nos concentrarmos neste símbolo, vamos considerar outros símbolos mais familiares.

Um dos símbolos mais influentes que se conhece hoje é a aliança de casamento. Embora também seja usada fora da comunidade de fé, dentro de um contexto cristão simboliza a fidelidade de Deus à sua criação, provendo um tipo de relacionamento de aliança no qual podemos investir para aprender mais sobre nosso relacionamento com Deus. O relacionamento dentro do matrimônio provê a oportunidade de aprender e crescer juntos, através dos desafi os de permanecer espiritual, física e emocionalmente fi éis um ao outro. Os homens e mulheres são criaturas muito diferentes, mas Deus nos projetou deste modo para que um complemente o outro. Deus criou macho e fêmea para a união e não para competição – como freqüentemente tem sido incentivado pela nossa sociedade. Se você é casado, pense em meios de renovar sua aliança com seu cônjuge de forma que vocês possam viver o matrimônio de uma maneira que honre ao Senhor. Em última instância, nosso matrimônio tem a oportunidade de refl etir a fi delidade de Deus ao mundo.

Para os batistas do sétimo dia os dois símbolos centrais da adoração são a Mesa do Senhor (Santa Ceia) e o Batismo. Fico triste ao saber que há igrejas que não celebram a Ceia do Senhor freqüentemente. Dias atrás fui informado de uma igreja que fi cou sem celebrá-la por três anos! A Santa Ceia provê a oportunidade de relembrarmos a importância de Deus em nosso relacionamento com ele e com os demais irmãos. Ela também nos faz pensar no preço que Deus pagou por cada um de nós e no nosso valor diante dele. Eu entendo algumas das razões por não querer denegrir a prática, repetindo-a muito freqüentemente. E eu jamais gostaria de desvalorizar ou desmerecer a Mesa do Senhor. Mas creio que cada igreja deveria celebrá-la no mínimo uma vez por trimestre, embora defenda que seja realizada uma vez por mês.

Os sacramentos são santos quando nos levam um comprometimento mais forte com Deus e com o que ele está fazendo em nossa vida. Eles nos dão oportunidades de prestar atenção ao Senhor e ao que ele está fazendo, em lugar de estarmos incessantemente preocupados com nós mesmos. Como batistas, nós podemos ter nos distanciado de nossas raízes históricas quando restringimos a Ceia do Senhor para somente ser um símbolo. Para mim, ela é vital para um bom relacionamento no Corpo de Cristo, para que haja crescimento espiritual. Não foi por acidente que os olhos dos discípulos no caminho de Emaús somente se abriram quando o Senhor Jesus partiu o pão (Lucas 24:31).

O Batismo nos marca como sendo um marco inicial de nossa caminhada com o Senhor. A sua importância não pode ser menosprezada. É um evento público e uma oportunidade para declarar seu compromisso com o Senhor. É um evento poderoso que pode lhe propelir a um comprometimento maior. Deve ser praticado com uma fi rme resolução de servir fi elmente ao Senhor durante toda sua vida. Batismo signifi ca a morte para o eu (sua velha natureza), que acontece quando você recebe Jesus como seu Senhor e Salvador e a ressurreição para uma nova vida no poder do Espírito Santo. Constantemente temos que nos lembrar da nossa morte para o eu, principalmente naqueles momentos em que somos tentados a ser egoístas – pensando na vida cristã como um processo no qual temos nossos desejos e necessidades supridos. O batismo é o marco inicial de nossa vida nova em Cristo. Nós podemos contar nossos anos como “cristãos” através deste evento. Encoraje seus irmãos e irmãs a manterem estes símbolos poderosos no coração da vida comunitária em sua igreja local.

Uma das práticas que eu mais estimei na Igreja na qual cresci era a participação de toda a congregação na celebração do Batismo. Os diáconos judavam os batizandos a se prepararem para o Batismo. Depois do ato batismal eles estendiam a mão para o batizando e lhe davam uma toalha para se enxugar. TODOS os membros da Igreja compareciam ao Batismo para dar boas vindas aos novos convertidos e se comprometiam a orar e ajudar os novos membros em seu crescimento espiritual. Após a celebração da Ceia do Senhor, as irmãs preparavam um delicioso lanche (cada uma trazia um prato especial), tornando o dia de batismo num verdadeiro dia festivo. Nosso pastor sempre dizia: “Se os anjos de Deus fazem festa no céu, essa festa tem que ser refl etida na igreja”. Infelizmente, já vi igrejas celebrando o Batismo como se fosse um funeral! Já fui a batismos em que somente os familiares dos batizandos compareceram. Que tristeza e vergonha! Como é o dia de batismo em sua igreja? É dia de festa e alegria?

A Arca representava a presença do Senhor com seu povo. Como Igreja, nós abraçamos a realidade que temos o Espírito de Deus como nosso guia na vida cristã. O Espírito Santo é uma lembrança poderosa de quão seriamente Deus considera a idéia de estar com seu povo. Ele pensa tanto em seus filhos que prometeu nunca nos deixar! Às vezes precisamos ser recordados de que Deus leva a Aliança muito a sério. Na Nova Aliança, Deus colocou o seu próprio Espírito para habitar conosco nesta peregrinação, e a obra do Santo Espírito é moldar-nos nas pessoas que Deus quer que sejamos.

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