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Primeira Igreja Batista do Sétimo Dia de Joinville

Sábado: Santo Dia de Deus - O Sábado Na Igreja Do Novo Testamento

Índice do Artigo
Sábado: Santo Dia de Deus
Sábado: Origem e História Primitiva
Cristo e o Sábado
O Sábado Na Igreja Do Novo Testamento
O Primeiro Dia Da Semana No Novo Testamento
Lei e Graça
O Dever do Cristão Quanto à Lei
Uma Dúzia de Pretextos Comuns
Referência e Autoria
Todas Páginas

O Sábado Na Igreja Do Novo Testamento

Jesus Cristo e os seus discípulos observavam o sábado. Lemos em Lucas 23.56 que o sábado foi observado após a crucificação. A igreja primitiva continuou nesta prática?

Recorremos naturalmente a Paulo, a figura proeminente da igreja do Novo Testamento. Mais do que qualquer um, ele propagou os princípios da fé e da prática cristã. Por esta razão, se antes da sua morte tivesse havido alguma mudança do dia semanal de descanço e adoração, julgamos que ele a teria praticado e ensinado. A sua ligação com o sábado somente é suplantada pela de Jesus Cristo.

A) Paulo Observava o Sábado?

  1. Atos 23.6; Filipenses 3.5,6; Atos 26.5. Paulo foi um fariseu, a seita mais rígida dos judeus.
  2. Atos 13.14,44; 16.13; 17.2; 18.4,11. Durante uma viagem missionária de dez anos pela Ásia Menor, Macedônia e Grécia, ele pregou "como tinha por costume", em 84 sábados, especificamente mencionados. Conte-os!
  3. Atos 13.16,44; 14.1; 16.13,14; 17.2,10,12,17; 18.4. Ele pregava aos sábados, não somente aos judeus, mas, também. aos gentios. Não consta que tenha se reunido com eles em qualquer outro dia, nem que lhes tenha anunciado alguma mudança.
  4. Atos 25.8; 26.4,5; 28.17; Filipenses 3.6. Através do seu próprio testemunho vemos que Paulo observava o sábado. Ele não declararia não haver transgredido as leis dos judeus, nem violado os costumes paternos, se houvesse renunciado o sétimo dia por algum outro.

 

B) Paulo Ensinou por Ato ou Preceito a Revogação do Sábado?

  1. Atos 15.1-35. O sábado não era objeto de controvérsia, portanto, não entrou em consideração nesta assembléia de Jerusalém, convocada para tratar de assuntos sobre os quais havia divergência entre vários grupos.
  2. Atos 20.7. Esta reunião foi realizada no "sábado à noite", pois o dia judeu começava ao pôr-do-sol e na ocasião era noite. Paulo passou o dia seguinte, a parte diurna do domingo, caminhando 30 quilômetros na travessia do istmo, o que ele não teria feito se considerasse esse dia de alguma forma sagrado. Naturalmente teria ficado em Troas para a reunião da igreja - se houvesse reunião nesse dia. (Note que esta é a única referência a uma reunião havida em uma parte do primeiro dia da semana e isto em circunstância acidental, uma espécie de "recepção de despedida" para Paulo).
  3. Romanos 14.5,6; Gálatas 4.10,11. Paulo discute questões de consciência, salientando a lei do amor, quanto a práticas duvidosas: comer carne, beber vinho e observar dias cerimoniais. Os gálatas haviam adotado todas as práticas cerimoniais da velha aliança. Visto que não há nenhum registro sobre qualquer divergência de opinião quanto ao dia de sábado, Paulo não podia estar considerando este, mas, sim, os dias de festas, as "luas novas".
  4. Efésios 2.13-16. Não há registro do sábado ser motivo de dissenção e, de qualquer modo, ele não era uma ordenança; portanto "a parede de separação que estava no meio" é o sistema cerimonial judaico. O judeu e o gentio são um em Cristo sem a observação destas cerimônias.
  5. Colossenses 2.13-17. Evidentemente, os "sábados" desta lista são os baseados nas fases da lua, os dias cerimoniais e não o sábado semanal. Este não era uma "ordenança" nem uma "sombra de coisas futuras", como eram os dias cerimoniais.
  6. Atos 13.42-44. É evidente que os gentios guardavam o sábado. Eles não pediram a Paulo que lhes pregasse "amanhã" ou no próximo "primeiro dia", mas no "sábado seguinte". É evidente que Paulo não sabia de qualquer mudança de dia, pois certamente teria aproveitado esta oportunidade para instruir esses gentios convertidos, a respeito. No sábado seguinte ajuntou-se "quase toda a cidade" para ouví-lo.
  7. I Coríntios 16.2. A única vez que Paulo menciona o primeiro dia da semana não lhe dá nenhum título de santidade, nem o destaca como um dia de reunião pública ou de adoração em comemoração a algum evento. Ele o designa como um dia para se fazer contas e separar o dízimo "em casa" de forma a não ser necessário levantar "coletas" quando os visitasse. (N.T. Ver Almeida na Versão Revista e Atualizada no Brasil).

 

Considerações Parciais

Paulo, um fariseu, observava o sábado, pregando nesse dia tanto aos judeus como aos gentios. O sábado não era objeto de controvérsia, não se pensava em qualquer mudança. Ele nunca incluiu o sábado semanal num debate sobre o velho sistema abolido em Cristo. Não há registro de nenhuma instrução dada aos cristãos gentios para a guarda de outro dia.

A única reunião de culto realizada numa parte do primeiro dia ocorreu na "noite de sábado" e Paulo empregou aquele "domingo" para andar 30 quilômetros até Assôs. A única referência feita por Paulo do primeiro dia, não é como dia de adoração, mas de negócio.

O argumento do silêncio dever ser considerado com cautela. Porém, somos obrigados a concluir que Paulo não violou "os costumes paternos" ou a "lei dos judeus", porque se o tivesse feito, os judeus, que o observavam atentamente para apanhá-lo em alguma falta, certamente não deixariam que semelhante desvio, como a substituição do sétimo dia pelo primeiro dia, passasse sem censura.

Paulo foi um guardador do sábado e nunca praticou ou ensinou coisa diferente. O sétimo dia foi o dia semanal de descanso e de adoração da igreja do Novo Testamento.



 

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